domingo, 13 de março de 2011

ANÁLISE DO SURF COMO INSTRUMENTO DE COMBATE À CRISE


Segundo Pedro Adão e Silva (2010), economista e professor universitário, colunista na revista Surf Portugal e no Jornal Expresso, o surf para muitas regiões do país pode funcionar como um contributo para o desenvolvimento do local, que pode arrastar um conjunto importante de actividades e com isso ajudar a sair economicamente da crise, com a garantia que uma onda de qualidade, desde que preservada, nunca será deslocalizada.
O autor afirma que a única saída económica para Portugal sair da crise é produzir bens que os chineses não possam imitar e que os alemães não sejam capazes de produzir com maior qualidade. Mas infelizmente, não possuímos muitos exemplos deste tipo, mas por outro lado possuímos um activo económico, que por mais que se esforcem é inimitável: as ondas de qualidade para praticar surf, como se encontram de norte a sul de Portugal.


Ponta Ruiva by TC
“Acontece que o surf pode representar para o turismo português, o que os desportos de neve representaram para os Pirenéus.” (Pedro Adão e Silva, 2010). Se realmente o surf pode ser o nosso esqui, pode também ser um novo golfe. Obviamente o potencial económico do surf ainda não é comparável ao do golfe, mas o surf apresenta grandes vantagens em termos de sustentabilidade, face ao golfe. O turismo de surf não é massificado, apesar um nicho em acentuado crescimento (num estudo recente, 90% dos europeus escolhiam o surf como desporto que mais gostariam de experimentar), e além do mais, tendo em conta que as melhores ondulações não são no verão, o surf poderia compensar a sazonalidade típica da hotelaria.
Pedro Adão e Silva (2010) afirma que para muitas regiões do país, uma onda de qualidade pode representar um factor decisivo para a revitalização de localidades costeiras, com actividade piscatória em declínio e ocupação turística sazonal, em destinos turísticos sustentáveis ao longo de todo o ano.
O turismo de surf é ambientalmente equilibrado, pois o surf depende das ondas, que são um recurso natural, e os surfistas tendem a valorizar a preservação ecológica das praias.
"Para os surfistas convictos, o surf é invarialmente a melhor forma de escapar às várias crises" (Pedro Adão e Silva, 2010).